Tratar de humor nos dias de hoje é um fardo: não se pode mais caricaturizar uma pessoa, um costume, tribos urbanas ou fenômenos sociais. Acontece que valorizar os traços bizarros de qualquer coisa é também ofensa: caricaturas vivas saltitam de lá para cá pelas ruas e corredores. Como então zombar delas? As amarras do “politicamente correto” se valem da moral mastigada, pasteurizada, soberana e, por isso, onisciente. Em resumo, arrancar gargalhadas sinceras – aquelas que geralmente saem de algum lugar entre o esôfago e o pâncreas das pessoas – é um dos desafios mais tensos da atualidade.
Fato é que a “falta de pudor” sempre fez o povo rir. Acontece que os valores culturais comungados por uma sociedade podem ditar o que é doce ou salgado, certo ou errado. Mas o que pode ser, então, engraçado? Publicado nesta semana, o vídeo de nome “Because, Boobs” (“Porque, Seios”) trata da relação entre produtoras de jogos, designers, personagens femininas e, naturalmente, seios.
Por que o exagero? As tais protagonistas, em ambiente virtual, não passam de “estereótipos que desgraçam a honra das mulheres” ou tudo não passa de “uma tentativa infantil de se satisfazer as vontades mais animalescas dos homens”?
Por que o exagero? As tais protagonistas, em ambiente virtual, não passam de “estereótipos que desgraçam a honra das mulheres” ou tudo não passa de “uma tentativa infantil de se satisfazer as vontades mais animalescas dos homens”?
De toda a forma, assista ao vídeo acima e tire suas próprias conclusões. E, por mais óbvio isto possa ser, o seguinte aviso precisa ser feito: a obra de Nate Ziller, criador da animação exibida pelo clipe, tem o puro e simples objetivo de fazer rir – sim: esta é outra tentativa de fazer com que risadas sejam arrancadas das entranhas de quem se identifica, de algum modo, com o eixo central deste humor (que retrata o drama de designers mais interessados em investir numa personagem mulher de personalidade forte que dar mais volume aos seios da senhora...).

